Transtorno do Pânico: O que é? Sintomas e Tratamento

O objetivo deste artigo é trazer informação acerca de todas as características inerentes ao Transtorno do Pânico, para que em caso de identificação com os sintomas que serão elucidados a seguir, procurem o profissional e o tratamento adequados, visto que os seus sintomas causam muito sofrimento físico e emocional, não desaparecem espontaneamente, paralisando várias áreas da vida e requerendo, portanto, um tratamento especializado para que a pessoa possa usufruir de uma vida saudável e de qualidade.

Todos apresentamos um certo grau de ansiedade considerada normal, e esta nos motiva na execução das atividades diárias e tem fator protetivo. Necessitamos deste “estado de alerta” para transpormos desafios e isto é saudável. No entanto, quando a ansiedade é exacerbada, caracteriza-se como uma patologia, visto que o organismo passa a um constante “estado de alerta” sendo muito prejudicial, pois dificulta a vida do indivíduo.

O que é?

Um ataque ou crise de pânico se caracteriza por um desequilíbrio ou alteração neuroquímica no cérebro de alguns neurotransmissores como a serotonina e a noradrenalina. No caso de um ataque de pânico, esta descarga de adrenalina prepara o organismo para a luta ou fuga sem que haja uma ameaça específica, ou seja, sem que exista uma ameaça real, se caracterizando por um estado agudo e extremo de medo irracional, em um curto período de tempo em que atinge o ápice de extrema ansiedade entre 15 a 20 minutos. Esta descarga neurovegetativa é acompanhada de muito sofrimento físico e emocional. Um ataque de pânico, portanto, deverá apresentar pelo menos quatro sintomas ansiosos simultaneamente. Vale a pena corroborar que a característica principal de uma crise de pânico é um medo exacerbado, irracional e difuso, sem causa aparente, portanto onde não são encontrados deflagradores ambientais que justifiquem naquele momento o desencadeamento dos sintomas que serão esclarecidos a seguir.

Fatores de risco

As crises de síndrome do pânico geralmente começam entre a fase final da adolescência e o início da idade adulta. Apesar disso, podem ocorrer depois dos 30 anos e durante a infância, embora no último caso ela possa ser diagnosticada só depois que as crianças já estejam mais velhas.

A síndrome do pânico costuma afetar mais mulheres do que homens e pode ser desencadeada por alguns fatores considerados de risco, como:

  • Situações de estresse extremo
  • Morte ou adoecimento de uma pessoa próxima
  • Mudanças radicais ocorridas na vida
  • Histórico de abuso sexual durante a infância
  • Ter passado por alguma experiência traumática, como um acidente.

Algumas pesquisas indicam que se um gêmeo idêntico tem síndrome do pânico, o outro gêmeo também desenvolverá o problema em 40% das vezes. Pode acontecer, no entanto, de a doença se manifestar sem que haja histórico familiar dela.

Sintomas

No transtorno do pânico não existe um “gatilho” aparente ou fatores que possam desencadear uma crise, ou seja, a pessoa está tranquila, desempenhando suas atividades cotidianas, em atividades de lazer ou até mesmo dormindo, quando “do nada” emergem sintomas de:

  • Sensação de perigo iminente
  • Medo de perder o controle
  • Medo da morte ou de uma tragédia iminente
  • Sentimentos de indiferença
  • Sensação de estar fora da realidade
  • Dormência e formigamento nas mãos, nos pés ou no rosto
  • Palpitações, ritmo cardíaco acelerado e taquicardia
  • Sudorese
  • Tremores
  • Dificuldade para respirar, falta de ar e sufocamento
  • Hiperventilação
  • Calafrios
  • Ondas de calor
  • Náusea
  • Dores abdominais
  • Dores no peito e desconforto
  • Dor de cabeça
  • Tontura
  • Desmaio
  • Sensação de estar com a garganta fechando
  • Dificuldade para engolir

Uma complicação frequente é o medo do medo, ou seja, o medo ter outro ataque de pânico. Esse medo pode ser tão grande que a pessoa, muitas vezes, evitará ao máximo situações em que essas crises poderão ocorrer novamente.

Por apresentar sintomas neurovegetativos de intensa taquicardia seguido de falta de ar ou sensação de sufocamento, a pessoa pensa que está tendo um infarto e que vai morrer, sendo muito comum a procura por emergência, pronto-socorro ou ambulância por queixa cardíaca ou neurológica.
Vale a pena ressaltar que um episódio isolado de crise de pânico não fecha um diagnóstico de transtorno do pânico. Qualquer pessoa pode ter uma crise isolada em situações de extremo estresse. Para que seja diagnosticado o transtorno, as crises tem que ter uma frequência e recorrência em um determinado espaço de período e tempo. Este quadro da frequência das crises é personalizado, ou seja, varia de pessoa para pessoa. Alguns pacientes podem sofrer 3 ataques em um dia; outros pacientes, 1 ataque em 1 semana, por exemplo.

Se você teve qualquer sintoma típico de crises de pânico, procure ajuda médica e psicológica o quanto antes. Os ataques são difíceis de controlar por conta própria e podem piorar se não houver acompanhamento médico e tratamento adequados.

Tratamento

O principal objetivo do tratamento da síndrome do pânico é reduzir o número de crises, assim como sua intensidade e recuperação mais rápida. As duas principais formas de tratamento para esse transtorno é por meio de psicoterapia e medicamentos. Ambos têm se mostrado bastante eficientes. Dependendo da gravidade, preferência e do histórico do paciente, o médico poderá optar por um deles ou até mesmo por ambos, já que a combinação dos dois tipos de tratamento têm se mostrado ainda mais eficaz do que um ou outro operando isoladamente.

A psicoterapia é geralmente a primeira opção para o tratamento de síndrome do pânico. Ela poderá ajudar o paciente a entender os ataques de pânico, a como lidar com eles no momento em que acontecerem e como ter uma vida cotidiana normal sem medo de ter um novo ataque.

Já o tratamento à base de medicamentos inclui antidepressivos, como os inibidores seletivos da recaptação da serotonina, como por exemplo a Paroxetina ou citalopran. Benzodiazepinas também podem ser prescritos pelos médicos.

Fonte: Psiconlinews – Por Soraya Rodrigues de Aragão; Minha vida.

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