Outubro Rosa: um lembrete de que precisamos falar mais sobre o câncer!

Todo mundo tem medo. Medo de assalto, medo de ver o time do coração perder de lavada no final do campeonato, medo de avião, medo de agulha, medo de altura, medo de escuro. Em termos de evolução, o medo é fundamental. É ele que nos deixa em estado de alerta e, quando nos preparamos para uma situação de perigo, magicamente ficamos mais ágeis e fortes. Sentir medo não é, portanto, qualquer demérito. Ainda que não seja a melhor das sensações, o medo nos faz ir contra aquilo que nos coloca em perigo.

Como problemas emocionais se transformam em doenças?

A ideia de que fenômenos emocionais levam a alterações físicas é antiga. Em 1628, o anatomista inglês William Harvey (1578-1657) observou que todo mal-estar sentido na mente era direcionado para o coração. Hoje se sabe que o inconsciente interpreta e responde ao que chega ao cérebro por meio das terminações nervosas do corpo. É o que acontece quando levamos um susto, por exemplo.